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Amargo Filo
Os dias de Filo são interessantes em Londrina. As pessoas tendem a ser mostrar mais modernas, tanto no vestuário (quanta gente moderninha!), quanto nos papos (quanta cabeça pensante!) e na ânsia por teatro. Uma ânsia que me parece verdadeira, mas só contemplada em duas parcas semanas de overdose teatral, em que você nem consegue deglutir e refletir bem sobre os espetáculos que vê. Pula de uma peça para outra na correria dos horários conflitantes.
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Ressurgem também no Filo pessoas que você julgava extintas. Ressurgem do esgoto, das esquinas, em bandos. Modernos, é claro.
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A imprensa londrinense, se existe tal entidade, revela-se completamente chapa-branca na cobertura do festival. Por exemplo: hoje no
Jornal de Londrina apareceu um tímido comentário crítico na reportagem de Ranulfo Pedreiro: “Os ingressos do Filo começaram a ser vendidos ontem às 11 horas no Shopping Royal Plaza, e a fila formada foi grande durante todo o dia”. Mentira. Os ingressos não começaram a ser vendidos às 11 horas como disse o repórter e como prometeu a organização. Era quase uma da tarde e ainda não havia ninguém com ingressos nas mãos, talvez somente quem os recebe de cortesia: jornais, televisões, empresários e “amigos do Filo” que não estavam sentados no chão do shopping e sim nos sofás de suas casas curtindo o feriado.
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Por falar em shopping. É o lugar mais apropriado para vender os ingressos? Por que não vender na Casa de Cultura da UEL, que só na época de Filo tem uma agenda regular? Por que só cinco guichês no Royal? Por que não distribuir a venda em vários lugares (na própria Casa de Cultura, mesmo no Royal e ainda num estande na Concha Acústica? Com os lugares numerados e a possibilidade de controle eletrônico dos ingressos vendidos poderia ter uma comunicação e facilitar o acesso dos interessados aos espetáculos. A organização do Filo quis inovar com ingressos numerados, mas acabou dando um tiro pela culatra (eita lugar comum!) atrapalhando suas intenções de
organizar.
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Há um ano de preparação do Filo. Um ano bem aproveitado. Quase sempre a programação é divulgada de última hora. Os responsáveis se sustentam o resto do ano com o dinheiro público e privado dos patrocinadores?
Posted in newcat1
at 12:31 on Friday 23 May
by Miguel
Comments
22 comments
esse post pode ser reeditado em cada edição do festival.
e reaproveitad, com pequenas alterações, pra o fetival de teatro de curitiba.
Não concordo! Vocês são uns bestas frustrados que não conseguem nada...
Vc esqueceu de falar que o Filo tem 40 anos de história. Não são alguns probleminhas localizados que irão manchar todo esse tempo de representação da cultura londrinense.
filosofia de filofilia é filafobia
Ih, tem mais um ombudsman no Tipos ? Agora, é bom informar uma coisa para quem não sabe ou finge não saber: antes, a organização do Filo talvez não fosse digna de merecer nossa confiança no trato das verbas públicas recebidas, mas hoje em dia acredito na honestidade da diretoria do festival. Se eles demoram para divulgar as atrações, é justamente por não poderem contar com recursos antecipados. Como você vai contactar e contratar um grupo de teatro famoso da Europa, se você nem sabe como estará seu caixa? É simples assim. Veja que só hoje, sexta, o prefeito e a Caixa Econômica anunciaram destinar um verba polpuda para o Filo e para os festivais de dança e música. Só hoje! E é bom lembrar que no ano passado o Requião prometeu destinar um bom montante ao festival e acabou deixando todos com o pires abanando na mão. Informe-se, rapaz.
Concordo com boa parte do que você escreveu no post, especialmente na primeira parte. Por que esse povo só dá as caras no Filo? Por que é modinha e ``moderno´´ ir ao teatro durante o festival ? Será que esse rebanho gosta mesmo de teatro ? Como você escreveu, é uma gente que pula de uma peça para outra sem ter tempo para assimilar o que viu. Por isso, é ilusório achar que essa gente toda gosta mesmo de teatro. Se gostasse de verdade não deixariam às moscas os espetáculos que são apresentados durante o resto do ano na cidade. No mês passado, assisti uma peça numa sexta-feira ao lado de outros seis (6) espectadores. Isso sim que é triste.
Informo-me, sim, senhor Doutor Docente da UEL. Das recusas do Requião qualquer não-docente sabe, aliás, ele mesmo seu patrão. Não nego que a organização do Filo de uns 5 anos pra cá melhorou, por sinal quando deixou de ser o festival de apenas uma mulher (que também tem seus méritos, nada é decisivo)e também vem trazendo mais espetáculos para as ruas e ambientes não-tradicionais. O que malho é essa característica imediata, amadora, primária da organização, do bairrismo e clientelismo não só no Filo, mas também em sua instituição honorífica.
Ah, cansei.
Mantenha-me informado.
Concordo, Ana J. (aliás, quem é você?), os poucos espetáculos que são apresentados são ignorados, por exemplo o Vigo Mortis, do Mauro, que vem fazendo um trabalho lindo.
“A moralidade é o instinto do rebanho no indivíduo.”
E nem falei centralizando na divulgação antecipada dos convites. Entendo esse problema das verbas públicas anuais para realização do Filo. Quase toda cultura brasileira é financiada pelas tetas do governo. Falo da venda mesmo, depois de divulgados. Um desrespeito com os espectadores, principalmente os "moderninhos" que sujam suas bundas modernas no chão do Royal.
Concordo com muitas das reclamações. Só acho frescura ficar dizendo que tem gente que só vai ao teatro quando tem Filo. Isso é coisa de indie que não quer ver os outros ouvindo as mesmas músicas que ele, para se achar o mais informado.
Bom para quem vai ao teatro, no Filo ou quando puder - ou não, porque tem umas peças que castigam os bagos.
Mais válido reclamar de quem pega verba pública para fazer peça e depois só divulga para os amigos. Ou só dentro da UEL. Vai que é por isso que os modernos de Filo não freqüentam peças em outras épocas...
O maior espetáculo do Filo é a comédia de destinar verba pública a isso.
É meu caro...
O dinossauro público strikes again!
E, é claro, sempre haverá as dinossauretes para defender a máqina de onde tiram seu sustento.
Ou, é claro, alguém "moderno" que defenda os 40 anos de história do Filo e blá blá blá...
Um mostra grotesca da defesa da cultura mabembe...
No mais, seus livros mandam um alô!
Abração
Indie, ou índio, Fabebum? O que é isso?
Ser mais bem informado ou menos, isso sim é frescura. Não é questão de estar bem informado ou não, é que realmente, não sei se você mora em Londrina, mas há público de teatro sim, aqui, mas só quando tem Filo, nas outras poucas peças durante o ano você vê ninguém na platéia, daí eu perguntar: "Onde estão os adoradores do teatro nessas horas, que só aparecem na época do Filo porque tem mais espelho pra se mostrar num ar de banho de cultura e conversas intelectas"?
Se houvesse mais ombudsman o Tipos seria menos puxação recíproca de sacos e um pouquinho mais de discussão interessante, construtiva ou destrutiva, mas discussão que põe alguma coisa pra correr.
o texto afetou alguns egos.
Indie, mesmo.
Eu morei em Londrina até há pouco mais de um ano. E me lembro quando fui até aquele teatro que esqueci o nome, em frente ao supermercado Condor, comprar uns ingressos para uma peça. A estréia para convidados teria sido no dia anterior, mas não foi. Aí, no dia que o público formado por quaisquer uns poderia ver, recebi a informação de que teria de chegar ao local momentos antes do iníco da peça e ver se sobrava espaço, porque a data para convidados tinha sido transferida. Assim, o único dia para público em geral seria em uma segunda-feira.
O fato é que fiquei sabendo da peça por um amigo que ainda estava na UEL e conhecia uma menina de artes cênicas. O que reforça minha tese de que o povo em Londrina faz peça para amigo, com dinheiro público, e caga e anda se o resto do povo fica sabendo do evento. Talvez os moderninhos não sejam os que só apareçam no Filo, mas o povo que se fecha em gueto.
Ah sim, o Filo é cheio de nego pseudo-intelectual, mas eles que se fodam. Desde que não furem a fila, não são meus amigos e não me incomodam.
Aliás, até dou boas risadas com os pseudos. Como no dia em que tinha uma "instalação" com soja no Cabaré, com a placa pedindo, "tire os sapatos e deite". Ri deveras do povo que ficaria se coçando pelo pó que a soja solta. Mas me avisaram que não teria esse problema, porque a soja tinha sido lavada com vinagre. E ri mais ainda porque o povo ficaria fedendo vinagre a noite toda.
Fabebumbum, por que tu não vai para a Parada Gay relaxar? Tem uma domingo em SP. Tu tá precisando. Será que tu não tem espelho em casa, não? Não deu para sacar que não há nada mais pseudo do que botar roupinha preta e ficar de lado nos lugares reparando no que fulano fez ou beltrano deixou de fazer para depois chamá-los de pseudos. Acorda, meu. Se toque!
Usar a palavra "deveras" é deveras pseudo, hein!? Rsrsrsrs...
pseudo de cú é rola
rola no cu é a realidade dura.
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e reaproveitad, com pequenas alterações, pra o fetival de teatro de curitiba.