Não tinha como deixar de relatar mais uma. Sinto-me constrangido. Inacreditavelmente cagado mesmo. Voltando da Concha Acústica, nesse domingo de Páscoa, à noite, lua cheia, pós-feriado, abatido pela semana de muito trabalho que se anuncia...
Na esquina da Espírito Santo com a Souza Naves uma meleca de pomba bem na testa, nos óculos, no nariz. Uma merda de dia, de noite.
Boa bosta de semana! Merda a todos nós! Que nos chafurdemos nela!
Archive for March of 2008
A quinta (e última!, espero) merda do dia
March 23, 2008FUDIDO! Ou AS QUATRO MERDAS DO DIA EM UMA POÉTICA
March 23, 2008Baseado em histórias reais, recentemente reais... Reais há apenas alguns minutos...
Já acontecera ontem o que aconteceu hoje pela manhã, exatamente doze horas depois. As vizinhas viajaram para a Páscoa e esqueceram o despertador ligado, daqueles de som típico: “Pi pi pi pi! Pi pi pi pi!! Pi pi pi pi!!!” E as exclamações aumentam a cada compasso quaternário. A Música dos Infernos!!!! Acordei direto de um sonho, amanhecendo, e no final do sonho eu tentava por tudo quebrar um despertador indestrutível.
Pois ontem à tarde foi uma prévia. O barulho começou a desanimar todo mundo do prédio por volta de 17h50 e se estendeu até 18h30 no mínimo, pois não agüentei ficar em casa e checar a hora exata que acabasse o martírio.
Saí, conversei com amigos, dei risadas, falei, ouvi, enfim, toda essa rotina. Cheguei em casa não muito tarde, mas com sono. Comi algo e fui dormir.
Ao despertar neste domingo preguiçoso pelas vizinhas “sem noção” (“Pi pi pi pi! Pi pi pi pi!! Pi pi pi pi!!!”) também quis fugir. Logo me lembrei de que hoje é dia de feira na rua ao lado do cemitério. O pastel do Seu Paulo, um japonês falante ao extremo (contrariando a tradição), seria uma delícia para aplacar um pouco a raiva de ter sido arrancado tão cedo da cama. Pus uma camiseta e fui pra rua.
Um pouco antes de descer à esquerda a Alagoas, um frentista do posto de gasolina do outro lado pergunta se tenho horas. Quando vou responder negativamente: “Pluft!”
Nem preciso olhar para o chão porque o cheiro e a textura me avisam: enchi meu pé de merda de algum bicho. Pior: estava usando chinelos, de forma que foi merda em tudo, principalmente entre os dedos. Pude identificar que era de cachorro pelo volume. Também de cavalo poderia ser, mas não é freqüente aparecer cavalos ali ao lado do cemitério. Outra coisa pude identificar: não era de cachorro de rua, e sim de cachorro cuidado. Explico.
Cocô de cachorro de rua geralmente é mole, macilento, apresenta uma consistência inteiriça, mas como se fosse encapado por uma película gosmenta. Quase sempre tem uma coloração verde ou marrom-esverdeada, com variações indicadoras de sua respectiva e variada dieta de dejetos urbanos.
Cocô de cachorro cuidado em casa também é bem fácil de se identificar. É mais duro e firme, porém mais quebradiço. E se quebra em blocos, ao passo que o de cachorro de rua não se quebra propriamente, mas se espalha como uma pasta pegajosa. A famosa correspondência com o abacate. O cocô de cachorro cuidado em casa tem uma coloração bem típica, que revela a digestão bem feita de um animal nutrido de ração. É uma bosta uniformemente marrom-clara.
Os dois fedem pra caramba.
Atravesso mancando a rua (primeira reação física do “embostado” no pé). Mas o que fora ferido era meu nojo. Peço ao frentista uma torneira. Ainda bem que havia uma com jato de água muito forte que levou os odores dos excrementos caninos.
Decidido a não me entregar a um infortunado começo de dia, sigo à feira. Mas outra surpresa: a barraca do Seu Paulo ainda não estava armada! Hahahahahaha. A de pastel... Desço mais a Alagoas e vou a outra barraca (essa já armada e com clientes, hahahahaha). Acabo comendo um pastel de palmito insosso e um pingado bem mais ou menos. Como e volto pra casa andando vagarosamente, torcendo para que o apartamento das vizinhas tenha explodido e levado aquele despertador para os ares.
Chego em casa e está tudo silencioso novamente. Amém.
Amém o caralho! Cólicas intestinais. Minha barriga dá sinais de erupção, ou de irrupção. Ou de erupção para baixo, sei lá como se diz isso. Só sei que o nome disso é caganeira. Deve ter sido o meio melão que comi antes de dormir misturado ao pastel de palmito matutino. Merda!
Assim, fudido (com “U” mesmo, e não é o certo, o sonoro e o usado?), sento na privada e fico pensando. “Humildemente pensando na vida e nas mulheres que amei…”
Ah, Bandeira! Sempre você. Até e principalmente nessas horas.
Pois ontem à tarde foi uma prévia. O barulho começou a desanimar todo mundo do prédio por volta de 17h50 e se estendeu até 18h30 no mínimo, pois não agüentei ficar em casa e checar a hora exata que acabasse o martírio.
Saí, conversei com amigos, dei risadas, falei, ouvi, enfim, toda essa rotina. Cheguei em casa não muito tarde, mas com sono. Comi algo e fui dormir.
Ao despertar neste domingo preguiçoso pelas vizinhas “sem noção” (“Pi pi pi pi! Pi pi pi pi!! Pi pi pi pi!!!”) também quis fugir. Logo me lembrei de que hoje é dia de feira na rua ao lado do cemitério. O pastel do Seu Paulo, um japonês falante ao extremo (contrariando a tradição), seria uma delícia para aplacar um pouco a raiva de ter sido arrancado tão cedo da cama. Pus uma camiseta e fui pra rua.
Um pouco antes de descer à esquerda a Alagoas, um frentista do posto de gasolina do outro lado pergunta se tenho horas. Quando vou responder negativamente: “Pluft!”
Nem preciso olhar para o chão porque o cheiro e a textura me avisam: enchi meu pé de merda de algum bicho. Pior: estava usando chinelos, de forma que foi merda em tudo, principalmente entre os dedos. Pude identificar que era de cachorro pelo volume. Também de cavalo poderia ser, mas não é freqüente aparecer cavalos ali ao lado do cemitério. Outra coisa pude identificar: não era de cachorro de rua, e sim de cachorro cuidado. Explico.
Cocô de cachorro de rua geralmente é mole, macilento, apresenta uma consistência inteiriça, mas como se fosse encapado por uma película gosmenta. Quase sempre tem uma coloração verde ou marrom-esverdeada, com variações indicadoras de sua respectiva e variada dieta de dejetos urbanos.
Cocô de cachorro cuidado em casa também é bem fácil de se identificar. É mais duro e firme, porém mais quebradiço. E se quebra em blocos, ao passo que o de cachorro de rua não se quebra propriamente, mas se espalha como uma pasta pegajosa. A famosa correspondência com o abacate. O cocô de cachorro cuidado em casa tem uma coloração bem típica, que revela a digestão bem feita de um animal nutrido de ração. É uma bosta uniformemente marrom-clara.
Os dois fedem pra caramba.
Atravesso mancando a rua (primeira reação física do “embostado” no pé). Mas o que fora ferido era meu nojo. Peço ao frentista uma torneira. Ainda bem que havia uma com jato de água muito forte que levou os odores dos excrementos caninos.
Decidido a não me entregar a um infortunado começo de dia, sigo à feira. Mas outra surpresa: a barraca do Seu Paulo ainda não estava armada! Hahahahahaha. A de pastel... Desço mais a Alagoas e vou a outra barraca (essa já armada e com clientes, hahahahaha). Acabo comendo um pastel de palmito insosso e um pingado bem mais ou menos. Como e volto pra casa andando vagarosamente, torcendo para que o apartamento das vizinhas tenha explodido e levado aquele despertador para os ares.
Chego em casa e está tudo silencioso novamente. Amém.
Amém o caralho! Cólicas intestinais. Minha barriga dá sinais de erupção, ou de irrupção. Ou de erupção para baixo, sei lá como se diz isso. Só sei que o nome disso é caganeira. Deve ter sido o meio melão que comi antes de dormir misturado ao pastel de palmito matutino. Merda!
Assim, fudido (com “U” mesmo, e não é o certo, o sonoro e o usado?), sento na privada e fico pensando. “Humildemente pensando na vida e nas mulheres que amei…”
Ah, Bandeira! Sempre você. Até e principalmente nessas horas.