Em todo ano, antes do fim do mês de janeiro, eu pratico um ritual, que é transferir os nomes e telefones da agenda do ano anterior para a do ano que se inicia. Não sei se alguém ainda faz isso. As pessoas simplesmente usam seus celulares para essa função ou portam agendas eletrônicas. Acontece que é algo que não deixo de repetir e me dá algum tipo de prazer, talvez o de começar a escrever em papel de ano em branco.
Hoje não foi diferente. Comecei lá da letra “A” até chegar à “Z”, preenchendo os campos de letras em que havia algum conhecido. Muito fácil. Começa a ficar difícil quando você encontra o nome ou referência a alguém do qual não se lembra... Aliás, pra adiantar a questão: numa agenda (seja de papel, eletrônica, virtual, ou seja qual for), acho que existem três tipos de contatos. Há aqueles que não precisariam estar lá, pois você sempre se lembra dos seus telefones, por serem contatados freqüentemente. Há os que você sempre olha para se certificar de que o número é aquele mesmo de que você se lembra, e quase sempre você, inseguro, está correto. E há aqueles dos quais você não se lembra nem do nome, muito menos do número que ali está. Passar ou não esse desconhecido para sua nova agenda? Perderei o que se o não fizer?
Quantos nomes já foram deixados para trás nas agendas dos anos anteriores... Dá vontade de algum dia pegá-las todas, guardadas em pilha no armário, e sair ligando para os nomes e números que hoje em dia não sei quem e de quem são. Seria uma longa noite para isso.
Publicado em 26 de janeiro de 2008 às 11:38 por miguel
saudade de vc.
Anotou meu numero de berlin?