Ópera-Bufa

Anatomy Lesson

De uma profunda falo para cima
A mão esquerda que enfraquece derramando paz
Uma paz de gritaria repetida
Dia-a-dia, em paz de silêncio engolida no sarcasmo
Plantação de penas
E o que propusera na escada do prédio fica como projeto
Abortado em noite de sexta-feira
Porém sempre há de haver uma manhã, uma tarde, uma noite e madrugada
Ela sempre há de voltar
Com sorriso
Com amor
Com aquele olhar que conquista de prontidão
O choro perpétuo não dá trégua

O azul do couro podre é doce e pesado
As contas a pagar são feitas de barro e pano lasso
O metal preto grunhe estrelas vazadas de frieza e tinta bicolor

Em intervalo algum há pessoa a ligar
A chamar
A querer
Conversa ou olhar
Entendimento ou visita

Sem poder fazer mais nada há também o sono e a preguiça
O fastio cômodo de ser assim mesmo
Porque ninguém deseja mais nada a não ser só a si em si de si para si

Então tá.

Publicado em 08 de junho de 2007 às 23:44 por miguel

Comentários

  1. arroz e feijão
  2. Impostor
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