Nijinsky em olhos de ser, um fauno que eu nunca conheci, nunca conheci dança, nunca conheci ritmos, nunca conheci silêncios direito, só vórtices, só turbilhão em bares mal freqüentados. Que quando os bares começarem a ser bem-freqüentados eu caio fora, eu pulo pro lado da calçada e me sento, esperneio ao olhar o olho pintado de Valentino em quadro. Eu também nunca conheci queixo quadrado, nunca conheci poses de cartazes do século passado, na minha ignorância eu senti o salto preparado de Nijinsky no Musée d´Orsay em 2001. Em Paris. Que também nunca foi muito bem freqüentada. Aí eu digo que estou enfeitiçado e ela diz que tudo continua, mesmo no norte do país. Aqui também um coração pulsa, aqui também a carne apodrece, aqui também há assalto à mão armada. Armada.
Publicado em 16 de fevereiro de 2007 às 10:06 por miguel