Ópera-Bufa

Monstruosa

Esse acordar nos trampolins de noites, insossas bocas de cigarro a olhar horizonte onde nasce sol (de novo!), olhos pesados, flatulências das pingas anteriores; um papo desenfreado, que quando chega em casa quer se desmembrar por fios de telefonia, satélites, rádios, fibras óticas ou de ar, rede ou bandeja de prata em pó; transformar tudo em resoluções provisórias, um discurso só, besta, gasoso, lógico, essa porra de paixão, nesse “discurso monotemático da alma” que ela parece ser.

Publicado em 01 de fevereiro de 2007 às 16:22 por miguel

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